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Livro resgata sabedoria popular dos ditados

O gosto pela cultura popular levou a médica Helenita Monte de Hollanda a dedicar 20 anos na coleta de material em viagens pelo Brasil, anotando falas, histórias e estórias, fotografando festas (religiosas e profanas) e atividades laborativas, colecionando objetos que compõem (ou compunham) a casa brasileira e suas demandas, observando e registrando hábitos e costumes. Uma parte desse material está sendo publicado agora com a segunda edição revista e ampliada do livro “Como Diz o Ditado...”, lançado pelo selo editorial da Assembleia Legislativa da Bahia.   Ela alimenta a ambição de desdobrar o seu estudo em vários volumes fazendo um passeio pelos diversos saberes que compõem a cultura brasileira: hábitos e costumes, religiosidade, superstições e crendices, cancioneiro, lendas e contos. Por enquanto os leitores vão ter que se contentar com seu trabalho sobre adágios e ditos populares. “Este livro é o resultado do meu amor pela humanidade e seus saberes, pela brasilidade e seus encantos”, diz.   A obra é composta de mais de 6.200 ditados, com análise sobre a origem de alguns dos mais interessantes. Segundo ela “a noção de que o homem se aprende no homem e não no livro, ensinada por Câmara Cascudo”, a levou ao interior do Brasil largando a especialidade em Ultrassonografia Vascular e a medicina privada para realizar um trabalho mais genuíno de recolha do que há de remanescente na Cultura Popular. No Rio Grande do Norte passou pelo Sertão, litoral e Borborema Potiguar. Na Bahia pesquisou em áreas de identidades culturais distintas: Recôncavo, Sertão, Médio São Francisco e Chapada Diamantina.   A diversidade cultural na própria família e a convivência com bisavós maternos e bisavó paterna, além do gosto pela literatura a fez constatar que a sabedoria tida por popular transita pelo erudito “de modo a não podermos identificar a sua origem: frase erudita que ganhou tom proverbial ou frase popular onde bebeu o autor erudito”. Nesse aspecto ela observa que “ a literatura oral precisa da ajuda da escrita para se manter”. O livro também expressa o desejo de ver os provérbios “mais uma vez na boca do povo”. Na pesquisa encontrou inúmeros provérbios na música e literatura. Embora tenha se arriscado a estudar a origem de alguns ditados, classifica essa busca um tanto inócua “pelo significado dos provérbios diante da subjetividade, assim como pela sua origem: sendo frutos da experiência humana, de suas vicissitudes, são por natureza universais”. A autora  foi  influenciada por Cascudo, Gumercindo Saraiva, Veríssimo de Melo, “todos conterrâneos, entre tantos outros, porém sempre e principalmente Amadeu Amaral”. Sobre o livro diz: “Não conheço maior adagiário na língua portuguesa. Tive o cuidado de compilar agrupando em uma única numeração as variações em torno do mesmo dizer, evitando construir um trabalho que fosse enganosamente extenso, conquanto repetitivo.” Entre os adágios preferidos destaca: - A amar e a rezar ninguém nos pode obrigar - A Quaresma é muito pequena para quem tem o que pagar pela - Asno que a Roma vá de lá asno voltará - Casa quantas mores, terras quantas vejas, vinhas quantas podes, dinheiro quanto contes - Cinza molhada Páscoa embrejada - Com arte e engano se vive meio ano. Com engano e arte se vive a outra parte - Deus me livre de etc de escrivão e de quiprocó de boticário.   Helenita Hollanda é médica cardiologista e ultrassonografista vascular. Potiguar de nascimento reside, atualmente, em Salvador. Dedica-se ao estudo da cultura e religiosidade populares há vinte anos. É autora dos seguintes livros: Basílicas e Capelinhas – um estudo sobre história, arte e arquitetura de 42 igrejas de Salvador (em parceria com Biaggio Talento); Ad Lucem Versus – O luminoso destino de um homem (uma biografia do servo de Deus Padre Monte) e Com a graça de Deus. Em pré edição,  lançou,  em parceria com Dom Nivaldo Monte, O Regalo da Luz. Colabora regularmente com crônicas para a coluna Literatura do site Bahianotícias.

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