Por Marcos Antônio (PSOL), Vereador
O debate sobre a sucessão governamental no Rio Grande do
Norte, em 2014, vem carecendo de qualquer substância. Só há conchavos, conluios
e acordões nos distantes gabinetes e à revelia do que pensa o cidadão.
Por um lado, há o fisiologista PMDB, procurando resolver
tudo na base da estratégia de “terra arrasada”, ou seja, construir um grande
acordo que impeça o pleito e impossibilite qualquer outra candidatura capaz de
se opor ao tapetão.
Por outro, há os que sonham com o apoio do PMDB, mas que o
ameaçam, caso um bom termo de conduta eleitoral não seja produzido. Wilma de
Faria, envolvida em inúmeros escândalos de corrupção, se enquadra muito bem,
nesse aspecto.
E ainda há o DEM e o PT, fazendo jogo similar. O DEM busca
se agarrar na aba de Henrique Alves para poder reeleger o deputado federal
Felipe Maia, que anda com o seu posto ameaçado. Depende dos votos do PMDB para
ter alguma chance. O PT de Fátima Bezerra, por sua vez, implora uma aproximação
com os chamados bacurais para se tornar senadora. Apesar de enfatizar que é
oposição ao DEM de José Agripino, trilha caminho similar: bajula o PMDB, que
apoiou até quando era conveniente – para eles – a gestão de Micarla de Sousa e
de Rosalba Ciarlini.
Enquanto isso, Robinson Faria, não nos esqueçamos, vice de
Rosalba e que tinha indicados na gestão de Micarla de Sousa, alega ser o outro
caminho. Ora, é possível construir algo diferente, utilizando os mesmos
subterfúgios do atraso, das oligarquias, querendo ser cacique?!
A eleição, a depender desses atores envolvidos, caminha para
um W.O.
Mas a disputa tem de passar pelo crivo popular. E em que
pese à desilusão das pessoas cansadas de tanta corrupção e o esquecimento das
causas sociais, é preciso acreditar e derrotar todo esse conluio que busca o
poder pelo poder, o poder para benesses individuais.
O PSOL, partido que nunca se descolou dos movimentos de rua –
inclusive, nas jornadas de junho –, vai apresentar uma verdadeira alternativa ao
que está posto. Algo diverso, não apenas no modo de fazer política, mas também
com um projeto consistente e dotado de conteúdo social.
O PSOL já mostrou que, para além das candidaturas que dão às
costas para o povo, existe uma via vibrante e popular. O combate não será nada
fácil. Mas dela nunca saímos. E agora não será diferente. As oligarquias e tudo
que elas representam precisam ser derrotadas. À luta.

Nenhum comentário:
Postar um comentário