Por Marcos Antônio (PSOL), Vereador
O prefeito Carlos Eduardo Alves pretende encerrar a Ativa. Braço informal da prefeitura, o fechamento da Ong representaria um avanço, se não tivesse relacionada a uma mudança de seis por meia dúzia. É que a prefeitura colocará no lugar da organização do terceiro setor, histórico espaço de corrupção e hoje vivendo sob a intervenção do Ministério Público, a criação de 840 cargos a serem contratados pelo executivo municipal.
Fica o questionamento. Por que não fazer um concurso público idôneo capaz de abrir a oportunidade para todos aqueles que desejam ser servidores públicos? Por que não valorizar a carreira daqueles que trabalham por um serviço público de qualidade?
Alega-se que será feita uma seleção. Ora, existe melhor recrutamento do que o feito por uma banca de respeito com vistas a produzir um concurso?! Na verdade, o efeito prático será o de que tais cargos virão pela indicação política, usando a máquina para fins eleitoreiros e patrimonialistas.
Assim que a Câmara Municipal do Natal saia do seu recesso, defenderemos o concurso público como meio de ingresso legítimo para as carreiras de Estado, alias, como já fizemos no decorrer de todo o ano de 2013.



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