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Dilma acende tocha olímpica e diz que crise política não atrapalhará Jogos


A presidente Dilma Rousseff inaugurou oficialmente nesta terça-feira (3) o revezamento da tocha olímpica no Brasil. Com um discurso no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), Dilma deu as boas-vindas à chama, que chegou da Suíça pela manhã, e disse que o país saberá se unir pelos Jogos apesar do momento político conturbado.

“A tocha será recebida com alegria em todas as cidades do nosso imenso Brasil. Em todas as cidades que passar, deixará claro que a Olimpíada se dá em cada canto do Brasil. Sabemos as dificuldades políticas que existem em nosso país hoje”, afirmou a presidente, que enfrenta um processo de impeachment no Senado.

“Conhecemos a instabilidade política. Mas o Brasil será capaz de, mesmo convivendo com um período difícil, muito difícil e verdadeiramente critico da história e da democracia do nosso país, saberá conviver, porque criamos condições para isso, para a recepção de todos os atletas e visitantes estrangeiros. O que vale é a luta, e nós sabemos lutar. Somos todos olímpicos, somos todos Brasil”, continuou.

A primeira pessoa a carregar a tocha no Brasil foi a campeã olímpica Fabiana, do vôlei. Ela desceu a rampa do Palácio do Planalto com o artefato e começou a primeira perna do revezamento por Brasília, seguida por muitas pessoas.

O fogo sagrado foi aceso em 21 de abril, em cerimônia realizada na cidade grega de Olímpia. O revezamento da tocha no Brasil vai durar três meses e se encerrará em 5 de agosto, no Rio de Janeiro, na abertura oficial dos Jogos Olímpicos de 2016.

Discursos

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, também discursou. Antes de Dilma, ele exaltou a “missão histórica” da chama olímpica e pediu união ao país.

“A chama olímpica chega à sua nova casa, o Brasil. Ela traz da Grécia um sentimento de união, inclusão e paz. A missão histórica da chama é promover a trégua, convocar a população para os Jogos que estão chegando. O Rio está pronto para entrar para a história, e o Brasil, pronto para receber o mundo”, disse Nuzman.

O nadador Thiago Pereira, que vai disputar sua quarta Olimpíada, falou logo depois. “Para mim é uma honra estar aqui agora, como todos os atletas aqui presentes. Podem ter certeza de que vamos lutar muito, nadar muito, correr muito, jogar muito, brigar por cada gota de suor e cada milésimo de segundo para alcançar o melhor resultado para o nosso Brasil. Temos que voltar a ter aquele orgulho da nossa bandeira”.

Também estiveram presentes no evento autoridades como Rodrigo Rollemberg, governador do Distrito Federal; Francisco Dornelles, governador em exercício do Rio de Janeiro; Ricardo Leyser, ministro do Espote; e Andrew Parsons, presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro.

UOL

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